Escola de todos

Escola de todos

sábado, 21 de junho de 2014

Professor x Aluno

         Quando recebi a ligação, há duas semanas, de um amigo professor perguntando se estava interessado em " pegar uma turma" de 7°, 8° e 9° ano, não tive dúvidas e aceitei sem perguntar quanto, onde nem o quê..., há sete anos como funcionário público, resolvi que era a hora de largar algumas mordomias e facilidades para ir atrás de qualidade de vida e realização profissional.
         Já fui monitor, professor de curso preparatório, e  há 3 anos professor particular, mas nunca tive uma turma que pudesse chamar de minha. Nunca tive medo de começar e a cada dia que passava sentia um frio na barriga, não por receio, mas sim por ansiedade, pois como já disse eu sempre quis ter uma turma minha. Sempre prestei muita atenção em meus professores, entendia seus erros e acertos, dificilmente os julgava pois no fundo sempre soube que um dia estaria no mesmo lugar ocupado por eles.
        O dia chegou e o que a diretora, coordenadora e inspetores falaram, um dia antes, não me assustaram, 7° e 9° anos eram turmas normais, mas o 8° ano era a pior turma do colégio. O professor que eu substituíra pediu demissão pois não os aguentou. Os alunos tinham lugar marcado e não respeitavam ninguém e o que eu escutei de outros professores se resumiam a um "BOA SORTE" e " TOMARA QUE VOCÊ SIGA ATÉ O FIM DO ANO ", já que no dia descobri que era o terceiro professor no ano, e por incrível que pareça eu só pensava o que eu faria nesta terrível turma que assombrava todos esses professores.
        Após três tempos de aula no 9° ano, lá fui eu para a indesejada turma do 8° ano, planejei uma aula de revisão, só teriam esses dois tempos antes da próxima aula que seria a prova. Ao entrar em sala o que eu vi não foi animador, confesso, briga de turma pra ligar/desligar ventilador, abrir ou não janela, não foi o que imaginei e aos poucos tudo que planejei foi por água abaixo, pois tive que elevar o tom de voz e tentar convencê-los de que teríamos pouco tempo de aula para tirarmos dúvidas de todo o bimestre, porém fui ingênuo ao pensar que num dia de jogo do BRASIL eles estariam interessados em tirar dúvidas. Foi quando tive a ideia de chamar um a um no quadro, me aproximar e entender a dificuldade de cada um e como já tinha dito previamente aos alunos os exercícios a serem resolvidos por eles no próprio quadro,  se acalmaram e resolveram tentar fazer os exercícios pra não pagarem " mico " na frente de todos. Após essa etapa pude conhecer suas limitações e passar confiança a cada aluno. Para tentar amenizar um pouco o tom mais firme que usei no inicio da aula, resolvi fazer um bolão da copa ao fim da mesma. Anotei todos os resultados com o objetivo de fazer um trabalho em grupo com as apostas. A aula acabou e lá fui eu dar mais um tempo no 7° ano, onde só corrigi exercícios e tirei dúvidas pontuais.
        Acaba a aula e la vou eu deixar meu material na sala dos professores, quando a diretora me chama e diz estar muito feliz pois os alunos do temível 8° ano, em sua maioria,não só aprovaram minha aula como pediram  para ter uma aula extra antes da prova. Ao me perguntar se teria tempo disponível não hesitei em responder, CLARO que posso!
       Chega o dia da aula extra, eu com o planejamento pronto desde a aula anterior, e sou surpreendido com o pedido de dois alunos que aparentemente não simpatizaram comigo na primeira aula, perguntaram se poderiam trocar de lugar e sentar na primeira fileira, não preciso nem falar o que eu respondi... Esta segunda aula para o 8° ano foi muito boa, um respeito muito grande de quase todos os alunos, disse quase, porque tive que tirar um aluno de sala que estava tentando atrapalhar e arrumar problemas com um dos alunos que me pediram pra sentar na frente, arrisquei e não podia perder a oportunidade de ganhar um aluno em sala, já que ao contrario da primeira aula este aluno além de sentar na primeira fileira estava perguntando e interagindo  com a  aula, vi que acertei em cheio em retirá-lo de aula quando os alunos aprovaram a saída dele. A partir dai senti que esta era a "minha turma". Alunos interessados e debatendo exercícios e agora minha preocupação era com os ânimos exaltados para ver quem acabava o exercício primeiro, tive atenção e cuidado pra ver se cada aluno tinha entendido a matéria, e recebi em dobro,em carinho dos alunos com o término da aula.
        O que menos me interessa agora é o conteúdo que trabalharei em sala, com o respeito na relação que foi visto na última aula, o que for apresentado em aula de forma dinâmica e bem elaborada eu terei a atenção deles, mas não acabou é apenas o início, ainda tenho que ganhar a confiança e respeito de dois ou três alunos e a partir dai, aprender o conteudo programado será apenas uma consequência.
ncer

segunda-feira, 24 de março de 2014

Exemplo de escola democrática


Escola de Heliópolis, bairro periférico de SP, derruba barreiras entre escola e comunidade e integra alunos. 
A matéria foi ao ar na edição do dia 23/03/2014 do Fantástico e faz parte da série EDUCAÇÃO.DOC - Educação pública de qualidade. Mostra o projeto da EMEF Presidente Campos Salles, que envolve os alunos no gerenciamento de diversas situações do cotidiano da escola.

Livro de José Carlos Libâneo : Democratização da escola pública

http://books.google.com.br/books?id=XQj_h7KJqBgC&lpg=PP1&hl=pt-BR&pg=PP1 # v = onepage & q & f = false

domingo, 23 de março de 2014

O que queremos de nossos alunos ?



" Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro! (...)"

                                                                    Gabriel o pensador

E ai, já sabe que tendencia pedagógica seguir ? 
Ou se deixará levar pelo conformismo ?
minhas próximas postagens serão sobre tendencias pedagógicas, ache a sua e faça a diferença !

Democratização do ensino público e da sociedade

" Quando se semeia no vasto campo da República, não se deve ter em conta o preço desta semente.
Depois do pão, a educação é a primeira necessidade do povo ... caminhemos, portanto, para instrução comum. Tudo se torna estreito na educação doméstica, tudo se engrandece na educação comum."
                                                                                                                         Georges Jacques Danton